É possível ser acessível com o ensino à distância?

Desde que a quarentena foi decretada em vários estados do país, o sistema educacional precisou de uma rápida adaptação para não deixar que os alunos ficassem um longo período sem aula. A reinvenção precisou ser quase que instantânea tanto para o professor quanto para os alunos. O mesmo tem acontecido com as pessoas que possuem deficiência. Estão todos aprendendo juntos a explorar o modelo online. 

Quem tem deficiência, precisa de um material didático adaptado para conseguir acessar todo conteúdo digital e algumas iniciativas do poder público têm ajudado nessa adaptação.  É o caso, por exemplo, do Estude em Casa – site criado para auxiliar alunos e professores de Minas Gerais a estudar mesmo durante o isolamento social. O serviço migrou todo o plano de aula para um aplicativo chamado Conexão Escola. Nele os alunos têm acesso às teleaulas em LIBRAS, aos slides apresentados pelos professores e aos Planos de Estudos Tutorados. E, em breve, os responsáveis pelo aplicativo prometem oferecer contato direto com o professor através de um chat. 

A preocupação com a acessibilidade também está sendo levada em conta pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), cuja nova data de realização ainda não foi definida pelo Ministério da Educação. Com a previsão de a prova ser aplicada da forma digital, a acessibilidade é imprescindível. 

Neste ano, pessoas com deficiência visual terão direito à leitura de tela na prova. De acordo com Ministério da Educação, um software possibilitará ouvir os textos que estão na tela do computador ao converter, através de uma voz sintetizada, tudo o que aparece no monitor, graças ao software NVDA e ao sistema Dosvox.

Com essa novidade, pessoas com deficiência visual, com baixa visão ou visão monocular terão mais autonomia. A tecnologia permitirá a leitura da prova na ordem desejada, assim, o aluno poderá começar o exame pelas questões que considerar mais fáceis, por exemplo. Também será possível repetir a leitura quantas vezes o estudante achar necessário ou retomar uma questão no ponto em que escolher. É válido lembrar que o edital ganhou uma versão em LIBRAS, que e está disponível no YouTube. 

Nós do Grupo Steno ficamos felizes por estes avanços e torcemos para que essa evolução seja contínua. Só assim teremos uma sociedade acessível e inclusiva.