Língua Brasileira de Sinais: conheça a história do segundo idioma oficial do país

Você já deve ter reparado que, em alguns comerciais ou programas de TV, tem um quadrado no canto inferior da tela com uma pessoa gesticulando. Trata-se de um (ou uma) intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ou seja, alguém que traduz tudo o que está sendo falado para essa linguagem. Mas você sabe como ela chegou ao Brasil?

Para entender essa história, precisamos retroceder algumas centenas de anos. Até o século XV, os surdos eram mundialmente reconhecidos como “ineducáveis”. A partir dos séculos XVIII e XIX, isso começou a mudar – principalmente graças à atuação de um surdo francês chamado Eduard Huet.  

Em 1857, Dom Pedro II convidou Huet ao Brasil para fundar a primeira escola para pessoas com deficiência auditiva do país. Na época, a instituição recebeu o nome de Imperial Instituto de Surdos Mudos; hoje, é o nosso Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

A Libras foi criada naquele momento, a partir de uma mistura entre a Língua Francesa de Sinais e de gestos já utilizados pelos surdos brasileiros. No entanto, a linguagem só foi reconhecida como idioma oficial em 2002, tornando-se a segunda língua do país.

Como funciona?

libras

Na imagem acima, temos o alfabeto e o numeral utilizados pelos intérpretes para se comunicarem com as pessoas que possuem deficiência auditiva. O processo de alfabetização também conta com recursos didáticos-pedagógicos, que ajudam o entendimento do aluno.

É importante ressaltar que, além de saber quais são os sinais, é necessário entender as estruturas gramaticais e conseguir combinar as frases.

Os sinais são formados pela combinação de movimentos e de articulações do corpo humano, além de expressões corporais, para a transmissão de ideias e entonações.

Como ser intérprete?

Aprender Libras é como estudar outro idioma. Após realizar um curso, é preciso ter contato direto com as pessoas que se deseja alcançar.

A profissão de Tradutor e Intérprete de Libras foi regulamentada em 2010. Para atuar no mercado, é necessário possuir uma certificação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, com validade de dois anos, aproximadamente. É importante lembrar que, após esse tempo, é preciso realizar outros cursos de aperfeiçoamento.

Acessibilidade com eficiência

Hoje, a tecnologia tornou-se uma importante aliada da Língua Brasileira de Sinais, ampliando o acesso de pessoas com deficiência a ela. E é tecnologia que o Grupo Steno prioriza nas soluções que desenvolve para esse público.

Um exemplo é o MobiLoad, um dispositivo móvel com tela LCD e haste de suporte flexível, adaptável a qualquer tipo de poltrona. Criado para ser usado em cinemas, teatros e eventos diversos, ele contém os recursos de Libras, audiodescrição e legendagem oculta (CC) dos conteúdos apresentados.

Além disso, a gravação de Libras é realizada um estúdio criado exclusivamente para isso, com iluminação-padrão e fundo chroma-key (de cor verde que facilita na edição). Esse formato é ideal para filmes, séries e programas de televisão. Já em transmissões e eventos, existe a disponibilização de intérpretes no local.

Para obter mais informações, basta enviar um email para steno@steno.com.br ou ligar para +55 (11) 3747-0100.